Bobby Fischer

Escrito por jayro luna às 12h20
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Soneto-defesa de Bobby Fischer
Soneto-defesa de Bobby Fischer A Kasparov, Karpov e Mequinho “A mente humana é limitada, mas a estupidez humana é ilimitada.” W. Steinitz “Uma partida de Xadrez se assemelha a uma mulher: cada qual a superestima ou menospreza, mas ninguém é capaz de julgá-la fria e objetivamente.” Ruben Fine “O jogo de xadrez / Prende a alma toda, perdido, pouco / Pesa, pois não é nada.” Fernando Pessoa.
-“Não sou um computador qual outros pensam!”... Nas batalhas medievais os cavalos, Peões e torres defendem o rei e condensam O sistema laureado de vassalos!...
O bispo abençoa e pede que vençam Os hereges, qual Eurico de Herculano, E os vencidos só na morte compensam A humilhação de tantos desenganos....
Fischer, o louco, sim, o destemperado... O prodígio, o inovador, o cara! Abertura do peão do rei... o brado!
Defesa índia, siciliana... Qual é essa? Taimanov, Larsen, Petrosian... Pára Spassky...Gênio? -“Sei só mexer peças!”...
Escrito por jayro luna às 12h14
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Cavaleiro Polidimensional, Jayro Luna

Escrito por jayro luna às 09h04
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Universos Paralelos
Universos Paralelos A Randall-Sundrum, Fritz Leiber e Fábio Dahia “Que eu te revele e te faça conhecer a décima primeira chave” Dom Basílio Valentim.
I Entre seus olhos e as palavras deste poema, Entre seus olhos e sua boca, Entre mesmo seu coração e o que vai em sua alma há o dilema, E o que te parece a coisa mais louca É de fato a razão mais verdadeira... A verdade insofismável e derradeira... II Somos feitos de energia condensada! A matéria é a imersão duma outra dimensão no espaço! Minha carne é virtual, sou feito de nada... Tudo é vazio praticamente, mesmo o mais duro aço! O que está aparentemente diante de ti, Está diante de ti para que não o veja estando aqui e ali!... III Entre seus olhos e as palavras deste poema Há mais do que tridimensionalidade e tempo, Há mais do que a escritura que a ti aparece com problemas... Entre suas orações e o eco no vazio do templo, Entre a fé e a incerteza, Há mais do que se lhe mostra aos sentidos a Natureza! IV Todo nosso mundo é apenas uma membrana, Tudo o que nos parece tudo é só uma pálida parte, Saímos do fundo da caverna para uma tímida cabana, Que nem nos abriga nem com segurança, nem com arte... Se há mais entre o céu e a terra do que nossa vã filosofia, Há mais ainda entre compreensão e sabedoria... V Outras dimensões de ver, sentir, pensar e sonhar... A gravidade essa força oxímora entre forte e fraca, Que vem de lá, querendo a todo custo nos puxar, Que vem de lá do outro lado e nos gruda como goma laca... Que vem do outro lado De tudo o que é visto e pensado!... VI Somos o nada que se materializou, Somos qualquer coisa de muito pequeno, ínfimo... A mais próxima das galáxias à mais distante que já se avistou Ainda assim é pouco além do que se vai no íntimo!... A viagem para dentro do micromilímetro Nos revela para além de todo perímetro!... VII Se penso, logo existo, Decerto também que não desisto e sigo, Se creio ou não creio em Cristo, Se só ilusão na busca da verdade é o que consigo, Tudo é porque não vejo a tudo, O que mais sei é o que me falta de estudo! VIII O que poderia ter sido que não foi, O que seria diferente se fosse doutro modo, As verdades que aceito inquestionáveis com meu olho de boi, O que me incomoda e como me acomodo, O que está lá fora e o que me vai por dentro, Em todo lugar busco minha alma como centro!... IX Faltou aquela palavra que não foi dita por todas as gramáticas, Que sequer foi mesmo pensada... Faltou aquela nova razão matemática, E eu saberia decifrar a coisa indecifrada... O que sinto e que me vai ao sentimento O que vejo não é o que me vai ao pensamento!... X Hoje, na certeza dessas horas, desse momento exato, Sei sem precisar de fórmulas que já não é mais, Onde sequer estive é onde me encontrei de fato! No tempo que nunca houve fui sem ser jamais... O que me vai ao coração é como a fé, Porém não é razão, nem palavra dita é... XI Resta-me a certeza de que tudo na vida Se parece com uma película de cinema, Em que nos assistimos em constantes gravações interrompidas, Em constantes ensaios de falas sem sememas... Infinitos universos paralelos se emparelham ao nosso, E tudo que sinto é esse desejo de superar a carne e os ossos!...
Escrito por jayro luna às 09h01
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Acerca do dom da profecia...
(Edgar Evans Cayce, o "Profeta Adormecido" - 1887-1945)

(Marcos por Thiago Fragoso e sua amada, Sonia, por Paola Oliveira, adaptação da Globo de novela da Tupi dos anos 70).
Escrito por jayro luna às 17h40
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O Profeta Adormecido
O Profeta Adormecido
A Edgar Cayce, Ivani Ribeiro e Marcos.
O Xamã parece que dorme,
Mas entra num outro mundo,
Haverá outro mundo?
Um mundo em que o nosso é desconforme...
O Guru absorto nos seus sonhos,
Fala dormindo coisas terríveis,
Como podem ser tão terríveis?
E anuncia acontecimentos medonhos...
O Sábio fala de grandes guerras,
Da morte de presidentes e do caos,
Será derrotada a ordem pelo caos?
Das crises que o futuro enfim encerra...
O Profeta Adormecido está em transe ou finge?
Anuncia a crise do clima, do tempo,
Fala até de uma cápsula do tempo
Escondida entre as patas da esfinge...
O Vidente vê o que nos parece invisível,
Mas como se é de fato oculto?
Eis, pois, de fato um poder oculto...
O que agora se nos revela como sensível...
Veja, mestre, a pobre Aime Dietrich,
-Tão parva devido a uma gripe?
=Mas ela sofre da coluna não de gripe!
E isso de fato é cura não fetiche...
=Dê a este, óleo de fumaça, Dr. Kitchum!
-Mas isso é piada de mau gosto!
=Dê-lhe à vontade e a gosto!
E naquela bodega acharás o putirum!
=A este outro, Gerturdes, mande-o que faça
Compressas de óleo de rícino!
-Mas onde se faz compressas de óleo de rícino?
=Pois se não se faz, eis o modo como o faça!
E assim foi o Profeta surpreendendo a todos,
Houve vezes em que errou,
Não foram poucas as vezes que errou...
Alguns o acharam, por vezes, perdido no lodo...
Eis o Mago em busca de tesouros,
Quem sabe por que o não achaste?
Ou se de fato quisera que não o achaste...
Pois que corrompe a alma o brilho do ouro...
O Profeta agora fala dos Atlantes,
De Tuaoi, sua pedra de cristal,
A energia incrível do cristal...
-Quem sabe o que ele fumava de nós distante...
Escrito por jayro luna às 17h32
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Phineas Gage - fotos


Escrito por jayro luna às 14h23
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O Espantoso Caso de Phineas Gage
O Espantoso Caso de Phineas Gage (De: A História da Psicocirurgia Autor: Renato M.E. Sabbatini, PhD, Fonte: Revista "Cérebro & Mente", junho de 1997)
Phineas Gage era um jovem supervisor de construção de ferrovias da Rutland e Burland Railroad, em Vermont, EUA. Em 1848 de setembro, enquanto estava preparando uma carga de pólvora para explodir uma pedra, ele socou uma barra de aço inadvertidamente no buraco. A explosão resultante projetou a barra, com 2.5 cm de diâmetro e mais de um metro de comprimento contra o seu crânio, a alta velocidade. A barra entrou pela bochecha esquerda, destruiu o olho, atravessou a parte frontal do cérebro, e saiu pelo topo do crânio, do outro lado. Gage perdeu a consciência imediatamente e começou a ter convulsões. Porém, ele recuperou a consciência momentos depois, e foi levado a médico local, Jonh Harlow que o socorreu. Incrivelmente, ele estava falando e podia caminhar. Ele perdeu muito sangue, mas depois de alguns problemas de infecção, ele não só sobreviveu à horrenda lesãol, como também se recuperou bem, fisicamente.
Porém, pouco tempo depois Phineas começou a ter mudanças surpreendentes na personalidade e no humor. Ele tornou-se extravagante e anti-social, praguejador e mentiroso, com péssimas maneiras, e já não conseguia manter-se em um trabalho por muito tempo ou planejar o futuro. "Gage já não era Gage", disseram seus amigos. Ele morreu em 1861, treze anos depois do acidente, sem dinheiro e epiléptico, sem que uma autópsia fosse realizada em seu cérebro. O médico que o atendeu, John Harlow, entrevistou amigos de parentes, e escreveu dois artigos sobre a história médica reconstruída de Gage, um em 1948, intitulado "Passagem de uma Barra de Ferro Pela Cabeça ", e outro em 1868, intitulado "Recuperação da Passagem de uma Barra de Ferro Pela Cabeça ".
Phineas Gage tornou-se um caso clássico nos livros de ensino de neurologia. A parte do cérebro que ele tinha perdido, os lobos frontais, passou a ser associada às funções mentais e emocionais que ficaram alteradas. Harlow acreditava que, "o equilíbrio entre as faculdades intelectuais e as propensões animais parecem ter sido destruídas.
O crânio dele foi recuperado porém, e preservado no Warren Medical Museu da Universidade de Harvard. Mais recentemente, dois neurobiologistas portuguêses, Hanna e Antônio Damasio da Universidade de Iowa, utilizaram computação gráfica e técnicas de tomografia cerebral para calcular a provável trajetória da barra de aço pelo cérebro de Gage, e publicaram os resultados em Science, em 1994. Eles descobriram que a maior parte do dano deve ter sido feito à região ventromedial dos lobos frontais em ambos os lados. A parte dos lobos frontais responsável pela fala e funções motores foi aparentemente poupada. Assim eles concluíram que as mudanças nocomportamento social observado em Phineas Gage provavelmente foram devidos a esta lesão, porque os Damasios observaram o mesmo tipo de mudança em outros pacientes com lesões semelhantes, causando déficits característicos nos processos de decisão racional e de controle da emoção.
"Gage foi o início histórico dos estudos das bases biológicas do comportamento", disse Antônio Damasio. Fonte: "http://www.cerebromente.org.br/n02/historia/phineas_p.htm"
Escrito por jayro luna às 14h20
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Phineas Gage
Phineas Gage A António Damásio, Carl G. Jung e Dyonélio Machado "Sentimento é aquilo que só nós sentimos, mas quando o exprimimos, é o mesmo que todos sentem". Dante Milano
Sou como tu! Embora não pareça... Entre nós, eis a única diferença: Tens u’a barra de ferro na cabeça Atravessando o olho, o crânio e a crença
De que assim não se vive ou se mereça... Eu, também, varando-a desde nascença Minha mente, está uma lança travessa Rasgando-me a alma como u’a doença!...
De tal forma, que minto a mim mesmo, Que não diferencio o real ao imaginário, Que penso ir reto quando estou a esmo!...
Que me exponho bizarro e falsário No circo das emoções que enresmo À vista de todos num tosco cenário...
Escrito por jayro luna às 14h17
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Manto da Apresentação, Arthur Bispo do Rosário

Escrito por jayro luna às 10h06
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Estandarte, Arthur Bispo do Rosário

Escrito por jayro luna às 10h05
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Planeta Paraíso dos Homens, Arthur Bispo do Rosário

Escrito por jayro luna às 10h04
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O Manto do Bispo do Rosário
O Manto do Bispo do Rosário A Freud, Foucault e Ângelo de Lima “434 - como é que eu devo fazer um muro no fundo da minha casa” Arthur Bispo do Rosário “(...)a quem se arreceie de que a pigmentação seja nuvem capaz de marear o brilho desta faculdade (...)” Juliano Moreira
Toda criação é loucura! Há poetas e há profetas... No gênio há louca candura Que diverge dos estetas...
Indo à Primeiro de Março, Em busca da Candelária, Ao Leoni o último abraço, Em São Bento a nova ária...
Preso como indigente, Posto à Juliano Moreira, Um paranóico demente? A arte a loucura beira!...
Vai reciclando sucata, Tornando luxo o lixo, O Neobarroco de lata, O Incomum do mais micho!...
A arte de fazer estandarte, De bordar o santo manto, Ver o belo a toda parte, O beato do belo canto!...
P’ra o dia do juízo final, Guardada a obra no armário, O manto ao Duchamp tropical, Arthur Bispo do Rosário!
Escrito por jayro luna às 09h58
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Mercúrio, Giambologna, 1580.

Escrito por jayro luna às 09h53
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Mercúrio
Mercúrio A Augusto de Campos, Hugo Pontes e Steven Spielberg “que o futuro é nosso permanente” E. M. de Melo e Castro, em: “Versão Livre de um Soneto de E.E. Cummings” em Transparências, 1990.
Estendo a vista pela Aldeia Global (1) , Vivo na era da comunicação, Ou já será esta a da informação? Chupo balas Toffler (2), leio o Capital (3)!
Abraham (4)as portas da percepção (5), A vida é Dürer (6), a carne é Moles (7), Tomo a estrela do Absinto(8) aos goles! Vejo me, a cara na televisão!
Busco na internet novos algúrios, Quem Michio em Kakus (9) do licor d’alquermes? Do meu celular ouço uns murmúrios....
Coloco chips De Fleur (10) sob a epiderme, Como Roman (11), à ferida uso Mercúrio (12)... Minh’alma virtual é ligeira como Hermes... __________________________________ Notas: 1. Expressão cunhada por Marshall Macluhan, um dos principais teóricos da comunicação nos anos 60. 2. Trocadilho com o nome de Alvin Toffler, autor de obras acerca da era da comunicação (O Choque do Futuro; Terceira Onda), da mídia e da informação com o nome das balas toffe, feitas de caramelo. 3. Obra de Karl Marx. 4. Abraham Moles, teórico da comunicação e da informação, com obras como A Sociodinâmica da Cultura, Teoria da Informação e Percepção Estética e O Kitsch. 5. Obra de Aldous Huxley. 6. Trocadilho com o nome do pintor alemão barroco-renascentista Albrecht Dürer. 7. Vide nota 4. 8. Obra de Oswald de Andrade, 1927. E também a expressão se refere à uma estrela apocalíptica, para alguns místicos e esotéricos caracterizada como o planeta Vênus. Absinto: bebida que foi uma das marcas da Bélle Epoque parisiense. 9. Trocadilho com o nome de Michio Kaku, autor de livros de divulgação científica como Hiperespaço, e que anuncia uma era dominada pela tecnologia e pelo conhecimento avançado da astrofísica. Seu discurso tem um forte apelo futurista. 10. Melvin De Fleur, autor de Teorias da Comunicação de Massa. 11.Trocadilho com o nome de Roman Jakobson, grande lingüista e estudioso da comunicação e a fruta romã. Entre os judeus de origem ocidental existe o costume de colocar sementes da fruta embaixo do travesseiro na passagem do Ano Novo Judaico, comemorado em setembro. Faz-se isso para atrair sorte, saúde e dinheiro no próximo ano. Na mitologia grega, Perséfone, filha de Demeter e deusa da terra e da colheita, foi levada para o inferno por Hades, deus das profundezas. Jurou não comer nada no cativeiro, mas não resistiu a uma romã. Comeu seis sementes. Quando Hades afinal perdeu Perséfone para Demeter, teve a permissão de ficar com ela durante seis meses de cada ano, por causa das sementes. Esses seis meses se tornaram o inverno. Na mitologia iraniana, o fruto desejado da árvore sagrada é a romã e não a maçã, como na religião cristã. O chá das folhas é utilizado na medicina popular para infecções nos olhos e o suco do fruto para aftas na boca. 12. Observe que após a referência à romã / Roman, o poeta afirma que para curar uma ferida usa mercúrio, embora a romã seja utilizada para curar feridas como a afta. Mercúrio, com letra maiúscula, referência romana ao deus mitológico Hermes dos gregos.
Escrito por jayro luna às 09h44
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